A felicidade e as empresas

No livro “Delivering Happiness” (2010), Tony Hsieh relata sua trajetória como empreendedor, desde a primeira ideia quando ainda garoto – uma fazenda de minhocas – até a bem sucedida venda da Zappos para a Amazon em 2009. O livro é muito inspirador e foi nosso ponto de partida para a definição dos nossos valores.

No livro, o autor fala sobre os acertos e erros ao longo do caminho e conclui com uma análise sobre a felicidade – que dá nome ao livro.

Tony fez a seguinte pergunta a diversas pessoas: “Qual é o seu objetivo na vida?

Alguns responderam: “ter um negócio próprio”, outros “conseguir um grande emprego” ou “arranjar um(a) namorado(a)” e ainda “ter saúde”.

Perguntado agora “Por quê?”, as mesmas pessoas responderam: “ser dono do meu nariz”, “ganhar bastante dinheiro”, “encontrar minha alma gêmea”, “ser forte”,….

Perguntando novamente “Por quê?”, sucessivamente, as pessoas em algum momento darão a resposta final e definitiva:

Para ser feliz!

Em resumo, o que todos querem é encontrar a felicidade. Para termos sucesso em nossas vidas pessoais e profissionais, a felicidade deve ser um objetivo perseguido e possível.

Segundo Hsieh, a felicidade pode ser classificada em três níveis:

Prazer – é a felicidade de conseguir um emprego, pagar as contas, comprar algo que se deseja. Esse é o nível mais efêmero da felicidade. A satisfação tem pequena duração. Em breve, aquelas conquistas, aquela remuneração, deixam de motivar.

Paixão – é a felicidade de fazermos o que gostamos de fazer. É a satisfação de realizar, de conquistar. O tempo voa quando trabalhamos com paixão. Esse nível de felicidade é bem mais duradouro que o nível anterior.

Propósito elevado – ter um alto propósito significa contribuir para algo que é importante para nós. É a felicidade de contribuir para um mundo melhor sem a necessidade de receber algoem troca. A satisfação advinda de participar de algo assim é a mais duradoura de todas.

Por fim, Hsieh conclui que, se perseguirmos propósitos elevados, a paixão e o prazer serão consequências. 

Existe uma relação direta entre esses conceitos e a forma como podemos conduzir uma empresa. Acreditamos que a vida só é boa se for boa para todos. O sucesso das empresas está ligado à felicidade dos colaboradores, fornecedores e clientes. O lucro deve ser uma consequência de sua atuação e não o foco principal da empresa.

Eduardo Grachten

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