Alfacomp e Nivetec instalam telemetria no Tocantins

Alfacomp e Nivetec instalam remota para medição de vazão no Rio Formoso.

Foto de Fernando Alvesrio-formoso-foto-fernando-alves

O primeiro teste nos equipamentos que irão medir a vazão das bombas de captação de água do Rio Formoso no Sudoeste do Tocantins para a irrigação de seus diversos projetos agrícolas será feito neste sábado, 18, por um grupo de especialistas contratado por produtores rurais e irrigantes daquela região.

A automação deste controle se deu após um acordo entre irrigantes e o Ministério Público, com o objetivo de preservar o Rio Formoso e manter os níveis de produção agrícola na região.

Conforme o grupo, o projeto está sendo desenvolvido pelo Instituto de Atenção às Cidades, ligado à Universidade Federal do Tocantins (UFT) com os custos bancados pela Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins.

Ainda segundo a grupo, depois da grave crise hídrica que afetou o Rio Formoso e seus afluentes em 2016, deixando o rio em níveis críticos, agravada pela captação de água para irrigação por inundação na região, iniciaram-se os estudos para o desenvolvimento de uma tecnologia capaz de medir com precisão o volume de água captado no Rio, a fim de planejar ações de preservação do afluente.

– Este é um projeto inédito no mundo e é o ponto de partida para assegurar a vazão do Rio, permitindo o uso sustentável e mais racional de suas águas sem prejuízo à exuberante fauna e flora existentes ao seu redor – explicou Felipe Azevedo Marques, doutor em Engenharia Agrícola, especialista em Hidrologia e coordenador do projeto.

Ele acrescenta que o projeto consiste na instalação de medidores ultrassônicos nas propriedades capazes de medir e transmitir informações em tempo real via rede telefônica 2G para órgãos de controle, universidades e para os produtores, a fim de garantir um planejamento eficaz da vazão e sua rigorosa fiscalização.

– Tudo isso precedido e sucedido de muitos estudos e diagnósticos que serão ferramentas indispensáveis na elaboração de novas estratégias de preservação de toda a Bacia do Rio Formoso composta por cursos d´água importantes como o Rio Urubu entre outros – enfatizou.

Depois de diagnósticos sobre a disponibilidade hídrica dos rios da bacia e o diagnóstico da demanda dos usuários – continua o grupo – será desenvolvido um sistema de informações para o monitoramento contínuo das águas por meio de um sistema automatizado com medidores hidrostáticos e ultrassônicos, ambos com sinal analógico e de altíssima precisão.

– Esse sistema permitirá aos empresários rurais e aos agentes públicos e comitês de bacias, monitorarem em tempo real a situação dos recursos hídricos, planejar com antecedência a gestão dos usos múltiplos e garantir a segurança hídrica ao desenvolvimento, reduzindo significativamente as certezas e o risco associado à seca do Rio Formoso – garante Felipe.

Teste

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Técnicos do Instituto de Atenção às Cidades e das empresas fornecedores dos medidores já estão na região da Lagoa da Confusão preparando os equipamentos para o primeiro teste que será realizado com a presença de produtores rurais, jornalistas e autoridades.

O experimento será na propriedade do produtor Victor Rodrigues da Costa, no município da Lagoa da Confusão.

– Até março já teremos os primeiros resultados para apresentar aos produtores e ao MP com previsão de apresentação de resultados mais conclusivos até junho – conclui Felipe.

Da Ascom da iniciativa, com edição da redação de Cerrado Rural 18 de Fevereiro de 2017.
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